Resposta do deputado federal Osmar Serraglio à matéria veiculada na Revista VEJA


Sobre a reportagem "Negócios ministeriais" (5 de fevereiro), gostaria de esclarecer: 1) A BR Frango construiu frigorífico em Santo Inácio (PR) com 70 milhões de reais do Banco do Brasil e do BNDES. Funcionou, por seis meses, com menos de 10% da capacidade. Em maio de 2012, em estado falimentar, recebeu 10 milhões de reais do Banco do Brasil e paralisou as atividades em julho; 2) Devendo mais de 100 milhões, com frangos morrendo nos aviários e funcionários em greve, em 2012, procurou socorro junto ao Grupo Averama, proprietário de dois frigoríficos, para o qual passou a gestão. A BR Frango registrou na Junta Comercial sua mudança para Maringá; 3) A Averama contraiu empréstimo de 18 milhões junto ao BB. dando imóveis dela em garantia, pôs a indústria para funcionar, empregou 700 funcionários e habilitou o frigorífico para exportação; 4) Reinaldo Gomes de Moraes, da BR Frango, contrariando os demais sócios, invejando o sucesso, apesar de ter feito negócio irrevogável com a Averama, procura retomar o frigorífico, dando calote de várias dezenas de milhões de reais nos bancos públicos, com pedido de recuperação judicial em que propõe pagar só 50% das dívidas, e isso em vinte anos; 5) Como deputado federal, junto a outros deputados, fomos procurados por representantes do município e do estado preocupados com o desemprego, caso a Averama se retirasse da indústria — o que terminou acontecendo; 6) Alertamos as autoridades sobre o iminente calote no BB e no BNDES; 7) O registro no Ministério da Agricultura, a BR Frango transferiu para a Averama. Não é o ministro ou este deputado que impedem o retorno para a BR Frango. A Advocacia-Geral da União, no pedido da BR Frango, deu parecer contrário. O que a BR Frango precisa fazer é cumprir a lei.
Osmar Serraglio
Deputado federal (PMDB-PR)
Brasília, DF

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